8 melhores práticas de migração de dados para a nuvem

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Profissionais discutindo tecnologia em escritório moderno

A migração de dados para a nuvem traz benefícios para empresas de todos os portes. Quando uma organização ainda não conta com uma infraestrutura de nuvem, ela perde agilidade, produtividade e, claro, boas oportunidades de negócio. Por isso, vale a pena avaliar com cuidado cada etapa antes de migrar o ambiente.

Afinal, sabemos que a computação em nuvem reduz gastos, já que dispensa a compra de hardware e software. Além disso, ela permite escalar a capacidade operacional conforme a demanda da empresa cresce — ou diminui. Se você ainda tem dúvida sobre tudo o que essa tecnologia pode entregar, vale a pena conferir o que esperar da computação em nuvem.

Só que o cenário mudou bastante nos últimos anos. Hoje, migrar não é apenas “tirar da sala de servidores e colocar na nuvem”: é preparar a empresa para temas que viraram prioridade, como o FinOps (a gestão financeira da nuvem), a estratégia Multicloud (uso de mais de um provedor) e até a chegada da IA Generativa. Pensando nisso, reunimos as melhores práticas para migrar um ambiente centralizado em servidores para a cloud de forma prática, segura e eficiente.

Afinal, o que é migração de dados para a nuvem?

A migração de dados para a nuvem é o processo de selecionar, preparar, extrair, transformar e transferir informações de um sistema de armazenamento para outro — neste caso, de um ambiente local (on-premises) para uma infraestrutura em nuvem. Na prática, aplicativos, recursos de TI e dados saem dos servidores físicos da empresa e passam a rodar nos data centers do provedor de nuvem.

Parece simples, mas envolve várias decisões importantes. E é justamente para descomplicar essas escolhas que reunimos as melhores práticas a seguir.

1. Comece pelo planejamento

Antes de iniciar a migração, defina objetivos e metas. O que a sua empresa deseja alcançar ao migrar para a nuvem? Quais são os desafios da equipe de tecnologia? Quais são o orçamento e o cronograma? Tudo isso faz parte de um bom planejamento.

Nessa etapa, também é hora de definir o ritmo. Vale a pena começar com um número menor ou maior de aplicações? Migrar poucos sistemas primeiro ajuda a avaliar o processo e a fazer os ajustes necessários com calma. Por outro lado, se a sua empresa não tem um grande volume de aplicações e dados, migrar tudo de uma vez pode trazer mais rapidez ao processo.

Outro ponto que entrou de vez no planejamento moderno é a estratégia Multicloud — ou seja, distribuir as cargas de trabalho entre diferentes provedores de nuvem. Essa abordagem evita a dependência de um único fornecedor (o famoso vendor lock-in), aumenta a resiliência do ambiente e ainda permite escolher o melhor serviço de cada provedor para cada necessidade.

E tem um detalhe que faz toda a diferença no planejamento: decidir o que fazer com cada aplicação. Afinal, nem todo sistema precisa seguir o mesmo caminho rumo à nuvem. Para organizar essa escolha, o mercado usa um modelo bastante prático, conhecido como os 6 R’s da migração — ele ajuda você a definir, aplicação por aplicação, qual é o melhor destino para cada uma:

Estratégia (R) O que significa Quando usar Exemplo prático
Rehost (lift and shift) Mover a aplicação para a nuvem sem mudanças no código. Quando o objetivo é migrar rápido, com pouco tempo ou orçamento para ajustes. Levar as máquinas virtuais do data center para a nuvem exatamente como estão.
Replatform (lift, tinker and shift) Fazer pequenos ajustes para ganhar eficiência, sem reescrever a aplicação. Quando dá para otimizar algo simples e colher ganhos imediatos. Trocar um banco de dados próprio por uma versão gerenciada do provedor.
Repurchase (drop and shop) Substituir o sistema atual por uma solução pronta em SaaS. Quando já existe um software de mercado melhor e mais barato de manter. Aposentar um CRM interno e adotar um CRM em nuvem por assinatura.
Refactor / Re-architect Reescrever ou rearquitetar a aplicação para aproveitar recursos nativos da nuvem. Quando o sistema é estratégico e precisa de mais escala, desempenho ou agilidade. Quebrar um sistema monolítico em microsserviços.
Retire Desativar o que não é mais útil. Quando a aplicação está obsoleta, duplicada ou sem uso real. Encerrar sistemas redundantes que só geram custo.
Retain (revisit) Manter a aplicação onde está, por enquanto. Quando há restrição regulatória, dependência técnica ou simplesmente ainda não compensa migrar. Manter um sistema legado no data center físico até o momento certo.

2. Conte com uma equipe especializada

A segunda boa prática é contar com uma equipe de apoio que tenha especialidade no assunto. Profissionais com expertise ajudam bastante nesse processo, evitando gastos e erros desnecessários. Escolher uma empresa qualificada garante que a migração seja conduzida por gente experiente. É importante que a equipe responsável por migrar o ambiente para a nuvem consiga:

  • identificar as soluções adequadas conforme a demanda da empresa;
  • otimizar os recursos para gerar economia;
  • avaliar a estrutura do negócio e fazer um bom levantamento dos dados selecionados;
  • manter a segurança e as atualizações necessárias.

A Algar entende a importância de a sua empresa poder contar com um apoio especializado para migrar os dados para a nuvem. Por isso, oferece o Cloud Management, uma solução que ajuda na migração com otimização de custos e agilidade na entrega.

3. Faça a limpeza de dados

A limpeza de dados é a análise, identificação e correção de erros para tratar irrelevâncias e informações duplicadas. Isso ajuda a aprimorar o ambiente de armazenamento em nuvem, já que ele vai receber um conteúdo conciso e bem estruturado.

Por meio da limpeza de dados, você otimiza o uso do espaço em nuvem e armazena somente aquilo que é importante e que agrega valor ao negócio. De quebra, elimina redundâncias e informações desatualizadas — o que, lá na frente, também reduz custos.

Um conceito que ajuda bastante nessa organização é o Data Fabric. Trata-se de uma arquitetura de dados que conecta, integra e organiza informações espalhadas por diferentes ambientes — nuvem pública, nuvem privada e sistemas locais — em uma camada única e padronizada de acesso. Em vez de manter os dados isolados em “ilhas” desconectadas, o Data Fabric cria um fio condutor que liga tudo, facilitando a governança e a qualidade das informações.

E olha que interessante: dados bem tratados se transformam em um ativo valioso para o negócio — uma verdadeira mina de ouro na hora de extrair informações estratégicas. Não à toa, é assim que funciona o Big Data para departamentos financeiros, que mostra como a informação organizada vira base para decisões mais inteligentes.

4. Cuide das particularidades

Ao realizar a migração, é preciso ficar atento às particularidades dos sistemas usados na sua empresa. Alguns softwares têm dependência de outros, e certos arquivos só funcionam com programas específicos. O recomendado é analisar o que pode (ou deve) ser mantido em Data Center físico, para não causar grandes impactos no negócio.

Esse cuidado conversa diretamente com a estratégia Multicloud: nem sempre a melhor decisão é colocar tudo no mesmo lugar. Distribuir cada carga de trabalho no ambiente mais adequado torna a operação mais flexível e eficiente.

5. Priorize a segurança digital

Os dados são os ativos mais importantes de qualquer empresa. Por isso, é necessário priorizar a segurança digital. Quando as informações são comprometidas, os impactos vão do roubo de identidade às fraudes financeiras, afetando a confiança dos usuários e a reputação do negócio. Para que tudo ocorra da melhor forma possível, algumas práticas devem ser adotadas:

  • fazer backup dos dados antes da migração;
  • usar soluções de backup em nuvem para quando os dados já estiverem migrados;
  • utilizar antivírus;
  • definir planos de recuperação em caso de desastres ou perda de informações;
  • não repetir a mesma senha em vários acessos.

Esse cuidado com a proteção e o monitoramento ativo é o mesmo que sustenta setores altamente regulados. Não à toa, é um pilar central da resiliência bancária e do papel do SOC na proteção de dados — uma boa referência para entender como estruturar a segurança do seu ambiente.

6. Avalie as limitações dos serviços de migração

Existem vários serviços de migração no mercado. Nesse ponto, é importante prestar atenção às limitações e aos pré-requisitos de cada um. Todas as funcionalidades devem ser analisadas com cuidado, para garantir que a solução escolhida esteja alinhada aos objetivos da sua empresa.

7. Use técnicas seguras

A migração para a nuvem transfere aplicativos, recursos de TI e informações de um ambiente local para uma infraestrutura cloud. Portanto, estabeleça políticas de acesso para controlar os usuários, utilize soluções com criptografia e adote a autenticação multifator.

A autenticação multifator (conhecida pela sigla MFA) é um processo de login com camadas adicionais de segurança. Em vez de acessar uma aplicação apenas com usuário e senha, o sistema exige outras informações — como biometria, reconhecimento facial, perguntas pessoais ou um código de validação enviado para o celular ou e-mail. Essa prática, aliás, é um dos pilares do já citado modelo Zero Trust.

8. Faça o monitoramento contínuo

Opte por soluções de migração que permitam o monitoramento contínuo, para detectar atividades suspeitas ou violações. Em outras palavras, é necessário rastrear os recursos, identificar problemas e emitir alertas. Ferramentas de teste de desempenho também são úteis para acompanhar a carga de trabalho dos seus aplicativos.

Outro ponto importante é o treinamento e a conscientização dos funcionários. Com o uso de práticas seguras de computação em nuvem, é possível reduzir bastante os riscos internos.

FinOps: como manter os custos da nuvem sob controle?

Uma das maiores dúvidas de quem migra para a nuvem é: “será que os custos não vão sair do controle?”. É aí que entra o FinOps, a disciplina que une finanças e operações para trazer previsibilidade e responsabilidade ao gasto com a nuvem.

A lógica é simples: na nuvem, você paga pelo que usa. Isso é ótimo para a flexibilidade, mas exige acompanhamento, porque é fácil deixar recursos ligados sem necessidade ou superdimensionar máquinas. O FinOps cria uma cultura em que times de tecnologia, financeiro e negócios trabalham juntos para responder três perguntas práticas:

  • Visibilidade: quanto cada área ou projeto está gastando na nuvem?
  • Otimização: dá para reduzir desperdícios, ajustar o tamanho dos recursos e aproveitar planos mais econômicos?
  • Gestão contínua: como manter esse controle no dia a dia, e não só uma vez por ano?

Adotar FinOps desde a migração ajuda a empresa a transformar o gasto com nuvem em investimento inteligente — com mais previsibilidade no orçamento, menos desperdício e nenhuma surpresa desagradável no fim do mês.

Preparando a infraestrutura para a IA Generativa

A migração para a nuvem deixou de ser só uma questão de economia e passou a ser um pré-requisito para inovar. Afinal, a IA Generativa — aquela capaz de criar textos, imagens e análises — exige uma infraestrutura robusta, escalável e com dados bem organizados para funcionar bem. Empresas que migram com planejamento saem na frente, porque já chegam à nuvem com três bases prontas para a IA:

  • Dados organizados e limpos, graças à governança e a arquiteturas como o Data Fabric;
  • Capacidade de processamento sob demanda, sem precisar comprar equipamentos caros para picos pontuais;
  • Segurança e controle de acesso, fundamentais quando a IA passa a lidar com informações sensíveis.

Na prática, isso abre espaço para aplicações que geram resultado real no negócio. Um bom exemplo é como a inteligência artificial pode colaborar na estratégia de compras da sua empresa, otimizando decisões e reduzindo custos. Ou seja: preparar a infraestrutura hoje é abrir a porta para a inovação de amanhã.

Quais as vantagens de migrar para a nuvem?

Ao realizar a migração de dados para a nuvem com planejamento, a empresa ganha muitas vantagens:

  • Escalabilidade: dá para aumentar ou reduzir a capacidade de armazenamento e processamento conforme a demanda do negócio;
  • Acesso remoto: a computação em nuvem permite acessar arquivos e aplicações de qualquer lugar, o que é muito útil para o home office;
  • Redução de custos: os gastos com infraestrutura de TI caem bastante, já que não é preciso investir em hardware e software próprios;
  • Atualizações automáticas: em geral, os provedores cuidam das atualizações e manutenções da infraestrutura, o que reduz a carga de trabalho da equipe de TI e libera o time para focar no que importa.

E quais os principais desafios?

A migração para a nuvem também envolve alguns desafios. Uma aplicação mal desenhada, por exemplo, pode gerar ociosidade. Da mesma forma, uma infraestrutura mal elaborada provoca gastos desnecessários — e é exatamente aí que o FinOps faz diferença. Outros desafios comuns são a especificação incorreta de protocolos de segurança, o descontrole de serviços e a desorganização do ambiente.

Por tudo isso, migrar para a nuvem requer ferramentas apropriadas e o suporte de uma equipe especializada. É um processo complexo, que pede atenção do início ao fim. Para apoiar a sua empresa, a Algar oferece soluções como o Cloud Management, o Cloud Backup e o portal ACloud (para controlar todo o ambiente).

Os benefícios das soluções em nuvem da Algar são muitos: mais segurança e proteção de dados, menos investimento em infraestrutura e maior confiabilidade nos seus serviços.

Descubra como a migração para a nuvem pode colocar o seu negócio em outro nível! Fale com os especialistas da Algar e encontre a solução ideal para a sua empresa.

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